terça-feira, 6 de setembro de 2011

SEM PRESSÃO DO MOVIMENTO POPULAR NÃO HÁ MUDANÇAS DE POLÍTICAS PUBLICAS

 veja abaixo: A LEI E A PRÁTICA
Cabe à sociedade civil organizada pressionar para que haja mudanças nas políticas públicas, investimentos na área do saneamento, equipando-se  e viabilizando o trabalho das Estações de Coleta,  e implementação de mecanismos que efetivamente conduzam à  responsabilidade compartilhada. 
A LEI
PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS: 
ÁREA DE LIXÃO TERÁ DE SER RECUPERADA ATÉ 2027
setembro 6, 2011  
É o que prevê o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que entra em consulta pública nesta semana
Com fechamento decretado para agosto de 2014, os lixões ainda serão um problema para as autoridades, que deverão se mobilizar para recuperar as áreas contaminadas até 2027, prevê o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Reportagem de Rafael Moraes Moura, em O Estado de S.Paulo.
O texto do plano, obtido com exclusividade pelo Estado, estabelece, entre outras metas, a redução de 70% da quantidade de lixo seco reciclável (papel, vidro, plástico) enviada a aterros sanitários até 2015 e a manutenção a curto prazo do atual patamar de geração diária de resíduos sólidos urbanos – de 1,1 kg por habitante. O plano será colocado para consulta pública nesta semana no site do Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br).
Sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina o fim dos lixões, fixa planos de gestão dos resíduos sólidos e incentiva linhas de financiamento para cooperativas. O plano nacional, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente com o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e acompanhado por um comitê interministerial que reúne 12 pastas, integra essa política.
O documento lança metas que devem ser cumpridas mediante esforço dos três entes federados (União, Estados e municípios) e será discutido em cinco audiências públicas regionais e em outra em Brasília, no final do ano.
“Os objetivos dizem respeito ao governo federal, aos Estados, aos municípios e aos consumidores. Precisamos de um esforço conjunto”, afirma o secretário de recursos hídricos e ambiente urbano, Nabil Bonduki. “Estou otimista porque a lei está pegando. A consulta pública é um período de aperfeiçoamento das informações”, disse.
Cenários. Para a definição das metas, foram considerados três cenários (mais informações nesta página). Algumas metas definidas também variam de acordo com a região, considerando as especificidades locais.
No Nordeste, por exemplo, o governo federal prevê que a implementação do plano enfrentará mais desafios, por causa, entre outros fatores, do boom econômico na região.
O Nordeste concentra 57% dos lixões de todo País. No cenário classificado de favorável, por exemplo, todos eles deverão ser recuperados até 2027; no intermediário, até 2031; no desfavorável, apenas as regiões Sul e Sudeste conseguiriam cumprir o programado em 2031.
Durante o processo de recuperação dos lixões, as áreas deverão passar por coleta de chorume, drenagem pluvial e cobertura vegetal. Alguns deles podem até virar parques.
O plano prevê redução de 70% dos resíduos recicláveis secos destinados a aterros até 2015, um esforço para que a coleta seletiva impulsione a indústria de reciclagem. A meta é a mesma para os resíduos sólidos úmidos, como restos de comida.
Ao expor o diagnóstico da situação atual, o governo admite que há “desconhecimento ou dificuldades dos gestores, técnicos, educadores, integrantes dos vários setores da sociedade, assim como da população em geral, com relação ao novo modelo de participação social envolvendo o tema”.
“O número de municípios que investem em posturas diferenciadas e consideram de forma inovadora o problema é pequeno. Mesmo a coleta seletiva municipalizada, cujas experiências pioneiras já existem há mais de 20 anos, abrange apenas 18% dos municípios brasileiros, na maioria das vezes de forma parcial e ineficiente”, afirma.
Sobre as campanhas de educação ambiental, há espaço até para autocrítica. “A maioria das experiências tem investido grande parte de seus recursos em ações de educação ambiental restritas ao ambiente escolar, desconsiderando a população e/ou as comunidades diretamente envolvidas com os projetos”, diz Bonduki.
No diagnóstico elaborado pelo Ipea, cogita-se a aplicação de taxas de coleta em municípios de grande porte, mas não se detalha como seria esse processo.
PARA LEMBRAR
O projeto de lei 1991/07, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ficou parado no Congresso por 18 anos. A demora ocorreu por conta de uma série de emendas recebidas ao longo dos anos e da falta de consenso entre representantes do setor público e privado. A aprovação do projeto de lei no Senado ocorreu em julho de 2010 e, em agosto, foi sancionado pelo presidente Lula.
  
A PRÁTICA
‘LIXOS URBANOS’
 Jair do Amaral
setembro 6, 2011 – ECODEBATE
Algumas embalagens “ditas” recicláveis são verdadeiros “lixos urbanos”.
Nas maiores e melhores das intenções as pessoas e cooperativas de reciclagem, acreditando na “causa” e na importância da coleta seletiva para geração de trabalho, renda e preservação ambiental, separam, coletam, processam, armazenam e “tentam” comercializar algumas embalagens que são, no mínimo, inconvenientes nesse meio ambiente.
O nosso e já bem conhecido símbolo da reciclagem está lá, demarcado nessas embalagens, mas as realidades logísticas, operacionais e mercadológicas desses resíduos os transformam em verdadeiros LIXOS no meio da reciclagem.
Cadê as empresas fabricantes destas embalagens ou que as utilizam para “abrigar” suas mercadorias ou produtos?
Cadê os fabricantes e utilizadores das embalagens laminadas que não oferecem as mínimas condições para que esses resíduos não vão parar no rejeito ou aterro sanitário?
A destinação final é um transtorno pela falta de cliente. Quando este é localizado suas exigências de estoque e preços de compra são, no mínimo, uma brincadeira. As pessoas separam, a cooperativa coleta, tria, prensa, armazena e a comercialização é uma incógnita ou é feita só para não destinar ao aterro sanitário. As cooperativas são armazéns desse lixo, pois sua reciclagem não gera renda, só trabalho.
Nessa mesma toada podemos citar também as embalagens longa vida. Preço de mercado insignificante perante o trabalho que gera. Neste caso temos o agravante de que essas embalagens geram mau cheiro e atraem insetos e outros vetores que alimentam-se da podridão desses resíduos enquanto também é buscada uma alternativa rentável de comercialização. Difícil… Valor de mercado ridículo e exigências de estoque são para que as cooperativas fiquem com esse Lixo até não agüentarem mais e “doar” para alguém.
Outra situação que é um absurdo é a do vidro. Esse material é o que mais gera acidente de trabalho numa cooperativa, é o que mais trabalho dá e o que menos renda gera. Sempre foi um transtorno. Para ser rentável, só vendendo para “garrafeiros”. Mas se uma cooperativa resolve fazer isto corre um sério risco de se ver envolvida com falsificação de bebidas, perfumes ou embalagens ilegais de palmitos, etc.
Cadê os fabricantes e “utilizadores” destas embalagens? Onde está a logística reversa? Quando o valor desse “lixo” gerará renda para os catadores?
A incoerência é transparente quando falamos das tão famosas sacolinhas plásticas. Essa embalagem que tem (tinha) excelente valor de mercado e realmente gerava renda, além de trabalho, foram as escolhidas por supostos ambientalistas de escritório e especialistas na arte dos Erres (Rs) para demonstrar o desconhecimento na área. Ainda bem que a justiça avaliou os empregos que estavam em jogo com esta ação paliativa de redução de resíduos. A utilização ou não do resíduo deve partir do consumidor e não proibir a embalagem, ao menos nos casos das verdadeiramente recicláveis e que geram renda na coleta seletiva. É a mesma situação de uma lei que proibiria a garupa nas motos para reduzir os assaltos. Prefiro que proibam as embalagens de salgadinhos, bolachas, bandejinhas de isopor, longa vida, etc…
Cadê os fabricantes ou utilizadores das embalagens de papelão colorido (misto – caixas de sapatos, pizzas, remédios, perfumes, enfim, quase tudo). Diferentemente das embalagens longa vida, essas não geram mau cheiro e não atraem ratos, baratas e insetos diversos, mas seu preço de mercado sempre foi ridículo e não vislumbramos a intervenção dos geradores desse “lixo” para que isso mude.
Cadê os fabricantes ou utilizadores das embalagens de Iogurtes (P.S.). Mesma situação da longa vida, ou seja, difícil comercialização, péssimo na geração de renda e atrativo de vetores diversos.
Podemos ir além e citar outros (isopor, jornal, revista, acrílico, tubos de TV e computador, lâmpadas, óleo vegetal usado, etc)…
Já faz mais de um ano que a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada e este artigo/manifesto vem de quem trabalha e tenta fazer da coleta seletiva uma atividade rentável para populações em situação de risco social e que tem nesta atividade a clara situação prática do tripé da sustentabilidade (econômico, social e ambiental).
Chamo aqui a atenção desses fabricantes e marcas geradoras de resíduos não rentáveis e inconvenientes à coleta seletiva para que façam sua parte no compartilhamento da responsabilidade pra que estes “lixos urbanos” tornem-se resíduos recicláveis rentáveis.
JAIR DO AMARAL – COOPERADO FUNDADOR
COOPERATIVA DE RECICLAGEM CRESCER
WWW.COOPERATIVACRESCER.ORG.BR

sábado, 3 de setembro de 2011

SANEAMENTO DESCENTRALIZADO- RESÍDUOS SÓLIDOS




A proposta de Saneamento para Resíduos Sólidos da PMF se restringe a três grandes centros de coleta e triagem que, por sua vez, encaminhariam os materiais para um centro ainda maior. Em suma, é um modelo
altamente centralizado.
O gráfico abaixo ilustra o desafio de se implementar um sistema totalmente diferente de gestão de resíduos sólidos, que visa a mudar o padrão atual de coleta  de lixo comum, invertendo sua matriz ao incrementar exponencialmente o volume da coleta seletiva de materiais em detrimento da coleta do anterior.


É evidente e URGENTE  a necessidade de se injetar mais recursos públicos no sistema atual de saneamento para resíduos sólidos visando sua reorientação para a coleta seletiva. O poder público municipal contudo, não investe na coleta seletiva em Florianópolis sob alegação de que não dispõe de dinheiro para tal. 
No entanto, é público e notório o fato de que o “lixo comum” é recolhido pela COMCAP e reunido numa grande estação de transbordo na qual ele é acondicionado em enormes jamantas que o transportam por via
rodoviária até o aterro sanitário metropolitano de Tijucas, 40km distante da capital. A PMF paga R$ 107, ... para cada tonelada de lixo posto no aterro em Tijucas. Se a prioridade na política pública fosse diminuir o volume a ser transportado para lá, e aumentar, conseqüentemente, o volume da coleta seletiva, visando tirá-lo do volume destinado ao aterro em Tijucas, sucessivos orçamentos municipais teriam contemplado essa diretiva, e, ao longo de poucos anos, teríamos um outro padrão que o atual, que aponta apenas 5% do volume total para a reciclagem.
A proposta do MOSAL, decorrente da análise feita ao final  da oficina de Resíduos Sólidos, indica a possibilidade de os “centros de gestão de resíduos sólidos” – as estações de coleta e encaminhamento de materiais nas suas mais diferentes formas de apresentação e dimensão, serem equipadas  com todos os equipamentos necessários para processar os mais diferentes materiais in loco, evitando dessa forma, o seu transporte para outras estações. O princípio é o de que as estações sejam os locais nos quais todos os materiais acolhidos sejam processados e dali encaminhados para as indústrias e destinos que os reaproveitarão, seja com caráter comercial, seja apenas com caráter sócio-ambiental.
Saneamento descentralizado;
- maior controle social
- gerador de renda
- democrático
-ecológico

INCINERAÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO- Greenpeace

Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou    industrial.  Entretanto,    com    o   avanço    da   industrialização,    a   natureza    dos   resíduos     mudou  drasticamente.      A   produção     em   massa     de  produtos    químicos     e  plásticos   torna,  hoje   em   dia,  a eliminação   do   lixo   por   meio   da   incineração   um   processo   complexo,   de   custo   elevado   e   altamente poluidor. Longe de fazer o lixo desaparecer, a incineraçãoacaba gerando ainda mais resíduos tóxicos, e tornando-se uma ameaça para a saúde pública e o ambiente.

Em maio de 2001, o Brasil assinou a Convenção de Estocolmo, tratado da Organização das Nações
Unidas (ONU) que trata do combate aos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), e que aponta a
incineração de resíduos como uma das principais fontes geradoras destes poluentes. A Convenção
recomenda que o uso de incineradores seja eliminado progressivamente.
 
Veja o texto na íntegra no link:

http://noalaincineracion.org/wp-content/uploads/INCINERA%C3%87%C3%A3O-N%C3%A3O-%C3%89-A-SOLU%C3%87%C3%A3O3.pdf



                         Campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace Brasil
                                       www.greenpeace.org.br/toxicos 

sábado, 9 de julho de 2011

Brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano, mostra pesquisa


Cada brasileiro consome, em média, aproximadamente 30 quilos de plástico reciclável por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 2010, de acordo com anuário do setor químico da entidade, foram consumidas no país cerca de 5,9 mil toneladas de plástico, o que representa 50% a mais do que há dez anos.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (7) pela pesquisadora Lucilene Betega de Paiva em um seminário na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Lucilene trabalha no Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (IPT) e é especialista em plásticos.
Em sua participação no seminário, ela falou sobre a importância da reciclagem desse material. Segundo ela, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pode ajudar a “transformar um passivo ambiental em uma fonte de recursos financeiros”. A PNRS foi o tema central do seminário na Alesp. O evento faz parte de uma série de debates preparatórios para a 12ª Conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. A Conferência das Cidades ocorre todo ano, no segundo semestre. Em 2011, ela está programada para outubro e deve tratar também da PNRS.
A PNRS foi instituída por lei aprovada, sancionada e regulamentada no ano passado. Ela estabelece regras para a destinação do lixo produzido no país. De acordo com a PNRS, a reciclagem deve ser priorizada. Já o lixo não reciclável deve ser levado a aterros sanitários. Os lixões precisam fechados até 2015.
Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), também apresentados no seminário na Alesp, mostram que o Brasil ainda precisa avançar para cumprir o estabelecido pela PNRS. Segundo levantamento feito pela entidade em 350 cidades que concentram quase metade da população urbana brasileira, 42% do lixo do país não receberam uma destinação adequada no ano passado.
Ao todo, foram 23 milhões de toneladas de lixo levadas para lixões ou aterros controlados, que não são ambientalmente apropriados. Para aterro sanitários, em que existem sistemas para evitar contaminação de água e solo, foram levadas 31 milhões de toneladas de lixo. O deputado federal Manoel Junior (PMDB-PB), presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, disse que a implantação da PNRS é um desafio para o país. As discussões durante seminários e na Conferência das Cidades, acrescentou, podem ajudar a adequar a destinação do lixo no país. (Fonte: Vinicius Konchinski/ Agência Brasil)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

I OFICINA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

No primeiro ano de trabalhos do MOSAL, o coletivo se preocupou em
analisar e responder a questão do esgotamento sanitário, motivado pela
premência em enfrentar a questão dos emissários submarinos projetados
pela CASAN para a ilha de Santa Catarina. 
Em função dessa prioridade, foram realizadas várias oficinas populares
que, ao final, produziram uma proposta bastante consistente de modelo
descentralizado de esgotamento sanitário para as regiões sul e norte da
ilha. 
Ao longo desse intenso trabalho, em meio a manifestações de toda
ordem, surgiu na agenda a discussão sobre o Plano Municipal Integrado
de Saneamento Básico – PMISB, elaborado pela Prefeitura Municipal de
Florianópolis, por meio de equipe montada na Secretaria Municipal de
Habitação e Saneamento.

Membros do MOSAL participaram de várias Audiências Públicas em torno
do projeto do PMISB, mas a par das inúmeras sugestões e documentos
entregues pelo coletivo ao longo desse processo, ficou claro que, além de
uma lacuna na discussão sobre esgotamento sanitário, havia também
uma lacuna ainda maior na discussão sobre resíduos sólidos, tema que,
pelos motivos apontados acima, não havia sido analisado com
profundidade como o foi o esgotamento sanitário.
Fazendo uma crítica ao anteprojeto do PMISB, o MOSAL publicou em
dezembro de 2010, um texto intitulado
“UM PLANO SOB ENCOMENDA PARA A CASAN”
http://mosal-movimentosaneamentoalternat.blogspot.com/search?updated-
max=2011-01-06T12%3A14%3A00-08%3A00&max-results=7, disponível
 no blog do coletivo, no qual pontua os principais aspectos que o
caracterizam como uma peça muito aquém das reais necessidades nesse
 setor para a cidade, abordando questões que vão desde previsão de
 investimentos, prazos, modelos de sistemas de saneamento, até questões
 relativas à gestão do sistema como um todo.
Abaixo, as tabelas ilustram alguns desses aspectos detalhados no texto,
que foram apresentadas durante a primeira parte da oficina.




Em função dessa atribulada conjuntura, e diante da  necessidade de se
produzir uma proposta concreta para a cidade relativa à área de resíduos
sólidos, visando uma alternativa ecológica em relação àquela formulada
no PMISB, o coletivo do MOSAL decidiu construir essa primeira oficina
popular, iniciando o processo de construção da mesma.    

As parcerias para a sua efetivação se deram em função da necessidade
de aglutinar diversos setores ligados às atividades com resíduos sólidos
na cidade:

associação de catadores, associações comunitárias,
ecológicas, movimentos sociais, entre outras, que, ao final, conformaram
o leque de promotores da mesma.



Apresentações:







Os grupos avaliando o trabalho sobre mapas :







OS RESULTADOS ALCANÇADOS


Cabe salientar que a proposta da PMF se restringe a
três grandes centros de coleta e triagem que, por sua vez, encaminhariam
os materiais para um centro ainda maior. Em suma, é um modelo
altamente centralizado de coleta e tratamento de resíduos sólidos. 
Decorrente dessa construção/proposta hipotética adveio a questão mais
enfatizada ao final da oficina, que foi a evidente e URGENTE necessidade
de injetar mais recursos públicos no sistema atual  visando sua
reorientação para a coleta seletiva.
O gráfico abaixo ilustra o desafio de implementar um sistema totalmente
diferente de gestão de resíduos sólidos, que visa a mudar o padrão atual
de coleta  de lixo comum, invertendo sua matriz ao incrementar
exponencialmente o volume da coleta seletiva de materiais em detrimento da
coleta do anterior.
O poder público municipal não investe na coleta seletiva em Florianópolis
em função de um motivo sobejamente conhecido: alega falta de dinheiro.
No entanto, é público e notório o fato de que o “lixo comum” é recolhido
pela COMCAP e reunido numa grande estação de transbordo na qual ele
é acondicionado em enormes jamantas que o transportam por via
rodoviária até o aterro sanitário metropolitano de Tijucas, 40km distante
da capital. A PMF paga R$ 107, ... para cada tonelada de lixo posto no
aterro em Tijucas. Se a prioridade na política pública fosse diminuir o
volume a ser transportado para lá, e aumentar, conseqüentemente, o
volume da coleta seletiva, visando tirá-lo do volume destinado ao aterro
em Tijucas, sucessivos orçamentos municipais teriam contemplado essa
diretiva, e, ao longo de poucos anos, teríamos um outro padrão que o
atual, que aponta apenas 5% do volume total para a reciclagem.
Outra questão decorrente da análise feita ao final  da oficina, indica a 
possibilidade de os “centros de gestão de resíduos sólidos” – as estações 
de coleta e encaminhamento de materiais nas suas mais diferentes 
formas de apresentação e dimensão, serem equipadas  com todos os 
equipamentos necessários para processar os mais diferentes materiais in 
loco, evitando dessa forma, o seu transporte para outras estações. O 
princípio é o de que as estações sejam os locais nos quais todos os 
materiais acolhidos sejam processados e dali encaminhados para as 
indústrias e destinos que os reaproveitarão, seja com caráter comercial, 
seja apenas com caráter sócio-ambiental.
Prensas, esteiras separadoras, enfardadoras, entre outros equipamentos, 
poderiam acolher e processar toda sorte de materiais acolhidos pelos 
inúmeros centros espalhados pela cidade, propiciando, ao longo do 
tempo, enorme diminuição do volume do “lixo comum” hoje transportado 
para o aterro sanitário – muito material precioso desperdiçado.

De outra parte, se por um lado, a enorme massa vegetal recolhida na
cidade em função da varrição, corte de gramado e poda de árvores nas vias
e logradouros públicos. é hoje  triturada na COMCAP e encaminhada para
a compostagem, este processo ainda é feito de maneira centralizada e limitada,
não abrangendo toda a cidade nem funcionando como gerador de renda nos
diferentes distritos, demandando ainda, transporte desse material a longas distâncias.
Além disso, a maior parte da massa vegetal trazida pelo mar nas praias ainda é
encaminhada como “lixo comum” e transportado para  Tijucas.
É nesse sentido que apontamos a falta de interesse por parte do
poder público e o modelo centralizado como sendo fatores
impeditivos para o sucesso da gestão de resíduos sólidos na cidade. 
Ainda no quesito materiais especiais, o entulho de obras e desmanches é 
um problema concreto que afeta todas as cidades e requer formas 
específicas de tratamento, normatização na coleta e disposição, além de 
máquinas trituradoras apropriadas que já existem à  disposição no 
mercado.

Estas, também devem ser instaladas nesses  centros, 
propiciando seu re-uso por parte da comunidade. Hoje se faz 
pavimentação com parte de trituração de entulhos, entre outras coisas. 
A produção de cavacos e serragem decorrente do processamento da 
massa vegetal poderá gerar dividendos sociais e ecológicos, além de 
financeiros para o município, pois diminui o custo  que demanda o 
transporte desses materiais ao aterro sanitário, além de oferecer um 
produto que pode ser usado localmente pela população na jardinagem, 
produção frutífera e paisagismo em micro escala.



MMA e Abras estabelecem metas para redução das sacolas plásticas


 Associação Brasileira de Supermercados (Abras) firmou pacto setorial com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para reduzir em 30% as sacolas plásticas nas lojas de todo o país até 2013 e 40% até 2014, tendo como base os números de produção de 2010, que até agora estão estimados em aproximadamente 14 bilhões. A meta está no Plano Abras de Ação Sustentável – 2011, que dedica um capítulo especial para as ações de redução do consumo de sacolas plásticas.De 2007 a 2009, dados da Indústria do Plástico mostram redução de 30%, mas ainda há muito a ser feito. Para alcançar a meta, a Abras irá elaborar um manual de ações de boas práticas nos pontos de venda para conscientizar funcionários e consumidores dos benefícios da redução das sacolas plásticas; produzirá uma campanha publicitária aberta à adesão voluntária de todas redes de varejo; fará pesquisa para acompanhar a redução da distribuição de sacolas nos pontos de venda das empresas; premiará os casos de sucesso de redução do consumo de sacolas; e divulgará boas práticas do uso de sacolas plásticas em todos os Estados, por meio dos cursos de operador de caixa e de empacotador da Escola Nacional de Supermercados.PPCS – A iniciativa da Abras segue as diretrizes do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) do MMA, que estava em consulta pública até 30 de novembro para receber comentários e sugestões da sociedade. Dessa forma, no texto final do PPCS, que deve ser publicado até o final do ano, o Plano da Abras constará como pacto setorial para varejo e consumo sustentáveis.“Desde 2009, quando lançamos a campanha Saco é um Saco, contamos com o apoio da Abras e de várias redes de supermercados. Mas as metas de redução eram individuais. Agora a meta é nacional, assumida pelo conjunto dos varejistas. Ter o apoio da Abras neste importante passo é vital, pois ela representa mais de 76 mil estabelecimentos espalhados por todo o País. Acho que esta ação enriquecerá o Plano de Produção e Consumo e aponta as imensas possibilidades de outras semelhantes que visam aumentar o número de cidadãos e instituições que praticam o consumo responsável”, ressaltou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo.A recente pesquisa divulgada pelo MMA “Sustentabilidade: Aqui e Agora” aponta que 60% dos brasileiros aprovariam uma lei que proibisse a distribuição gratuita das sacolinhas, 69% adotariam outro tipo de saco ou sacola para carregar suas compras e 47% voltariam a usar latas, lixeiras e latões para acondicionar seu lixo.Apesar de estar ciente dos problemas causados pelo consumo excessivo das sacolas plásticas e já ter na ponta da língua alternativas para não usá-las, os brasileiros ainda não mudaram efetivamente seu comportamento no dia-a-dia e ainda não incorporaram a cultura da sacola retornável. O Plano da Abras mostra como o mercado e o poder público vêm se preparando para estimular cada vez mais o consumo consciente e facilitar a mudança de comportamento do consumidor de forma permanente. (Fonte: MMA)
Fórum discute descarte de lixo eletroeletrônico
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, participa nesta sexta-feira (3) da cerimônia de abertura do V Fórum Governamental de Gestão Ambiental na Administração Pública que irá debater o descarte de lixo eletroeletrônico.Durante todo o dia, cerca de 400 pessoas, especialistas da área e representantes da Administração Pública e setor privado apresentarão soluções, compartilhando experiências, entre eles, Márcio Quintino, Gerente Corporativo de Meio Ambiente da Philips do Brasil e Jameson Souto, gerente de vendas da HP Brasil.Na mesma solenidade serão premiados os vencedores do 2º Prêmio Melhores Práticas da A3P. A Premiação visa estimular a implementação de iniciativas inovadoras de gestão ambiental que contribuam para a melhoria do ambiente organizacional e do meio ambiente.Este ano, a novidade é que os troféus foram confeccionados a partir de descarte de madeira, oferecida pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro. E o design é assinado pela equipe do Ibama. (Fonte: MMA)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Produto ‘biodegradável’ é vilão se descartado de forma errada, diz artigo



Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.
A justificativa é que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios com esta denominação liberam gás metano, causador do efeito estufa. A preocupação dos pesquisadores é que se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.
“O metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera”, afirmou Morton Barlaz, co-autor da pesquisa e professor da universidade. “Em outras palavras, os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados”, complementou.
Segundo a Agência de Proteção Ambiental norte-americana, 35% dos resíduos sólidos urbanos do país vão para locais que capturam o metano e o transformam em energia. Outros 34% vão para aterros que queimam o gás (usinas de biogás). Entretanto, 31% do lixo urbano dos Estados Unidos vão para ambientes sem tratamento e que permitem liberar o gás de efeito estufa na atmosfera.
O alerta sobre o assunto foi dado também porque os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com a pesquisa, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa’.
“Se queremos maximizar os benefícios ambientais dos produtos biodegradáveis em aterro, nós precisamos ampliar a coleta do metano e modificar o design desses produtos para que eles se decomponham mais lentamente”, disse. (Fonte: G1)